A Todos os Rapazes Que Amei (Jenny Han)
- 23 de set. de 2021
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PT “A Todos os Rapazes que Amei” é um romance da autora Jenny Han, com nacionalidade americana e coreana, muito conhecida pelos seus livros para jovens adultos, que lhe têm valido reconhecimento e sucesso por todo o mundo. Este é o primeiro livro de uma trilogia e, infelizmente, só ouvi falar desta história quando foi lançada a sua adaptação cinematográfica em 2018 pela Netflix. E, mesmo sendo um romance considerado adolescente, não consegui ficar indiferente e de me comparar a Lara Jean, a personagem principal, que decidiu, ao longo da sua juventude, escrever cartas de amor a todos os rapazes por quem se tinha apaixonado. Escrever cartas de amor, de desilusões, de aventuras apaixonadas, foi algo muito recorrente na minha adolescência, pois sempre senti a necessidade de expulsar alguns sentimentos que me assombravam e, por vezes, grandes demais para se manter no meu peito.
Decidi comprar o livro, porque continuo com a opinião de que os livros nos conseguem completar muito mais que os filmes. E comprei a versão inglesa do livro pois sabia que só o primeiro estava traduzido, e conhecendo-me tão bem, não iria aguentar pelo resto das traduções para concluir a trilogia. No entanto, ofereceram-me o livro traduzido e acabei por ler as duas versões. O livro foi, originalmente, publicado em 2014 pela editora Simon & Schuster, sendo mais tarde traduzido para mais de 30 línguas e esteve ainda mais de um mês na lista de “mais vendidos” do “The New York Times”.
“Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.”
Lara Jean Covey é uma adolescente que, quando se apaixona não sabe muito bem como lidar com esses sentimentos, por isso decide que precisa escrever cartas para enclausurar esses sentimentos e encerrar essas histórias de amor. As cartas eram 5 no total. Contudo, Lara Jean decide guardar essas cartas numa caixa verde-água que lhe foi oferecida pela mãe e escrever o remetente e a morada. Um dia a sua vida vira completamente do avesso quando essas cartas são, inexplicavelmente, enviadas para os rapazes a quem as cartas eram direcionadas. Sem qualquer aviso, Lara Jean vê o namorado da sua irmã mais velha e outros rapazes com quem lida na escola, a receber as suas cartas. Com muito humor à mistura, este romance jovem serve para acompanharmos o crescimento de Lara Jean no amor, na amizade e principalmente como mulher.
De todos os livros, este é sem dúvida o meu preferido, sendo este o que apreciei mais em termos de escrita, de desenvolvimento e até mesmo de humor. A autora usou-se a si mesma como inspiração já que a própria escrevia cartas na sua adolescência para os rapazes de quem gostava. Quem nunca? Lembro-me de fazer isso imensas vezes. Apesar da história ter alguns momentos considerados clichés, consegue ser um entretenimento e transportar-nos para a nossa adolescência, para aqueles momentos mais frágeis do amor e das paixões, em que quase sempre não se sabe o que fazer, nem como lidar com esses sentimentos.
As duas versões têm algumas disparidades mas penso que seja normal quando se realizam traduções. É preciso ter em conta quem está a traduzir e o público-alvo da nossa tradução. Mas no geral, gostei bastante dos dois.
⭐⭐⭐⭐



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