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Anna e o Beijo Francês (Stephanie Perkins)

  • 12 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura


PT “Anna e o Beijo Francês” é o romance de estreia da escritora americana Stephanie Perkins, publicado originalmente a 2 de dezembro de 2010. Foi editado em maio de 2013 pela editora Quinta Essência. A história deste livro é bonita, lê-se bastante bem e rápido, mas criou em mim alguns sentimentos controversos que me fizeram dar uma nota menos positiva. Mas vamos por partes…


Anna Oliphant é uma rapariga de 17 anos que adora cinema, que quer tornar-se numa crítica de filmes bastante reconhecida e que tem uma vida muito tranquila na cidade de Atlanta, com a sua melhor amiga, um rapaz que considera quase um namorado e um emprego no cinema. No entanto, o seu pai, um escritor considerado um autor de êxitos, decide inscrevê-la numa escola privada, em Paris, para que a educação de Anna seja condizente ao seu novo estatuto. Quando Anna chega à sua nova escola, sente-se completamente deslocada. Para além de não saber o idioma, o francês, a escola não tem nada a ver com aquilo que ela está habituada, é muito mais sofisticada o que lhe causa algum sentimento de dúvida e angústia. Contudo, tudo começa a mudar quando conhece alguns colegas que a ajudam a enturmar-se, como a Meredith e o super encantador Étienne St. Clair. Eles apresentam-lhe a cidade e ajudam-na em tudo o que precisa, o que acaba por criar uma forte ligação de amizade entre eles. Como seria de esperar St. Clair e Anna começam a passar muito tempo juntos e os sentimentos desenvolvem-se para algo mais que amizade, o que é um problema, já que Étienne tem namorada. Inicialmente ela tenta fugir desse sentimento confuso, até porque a própria tinha alguém em Atlanta à sua espera, mas tudo acaba por ser em vão, e eles não conseguem esconder mais esses sentimentos que os perseguem.


“I wish friends held hands more often, like the children I see on the streets sometimes. I'm not sure why we have to grow up and get embarrassed about it.”

Ainda que seja um história um pouco cliché, não deixa de ser uma bonita história de amor e o que mais gostei foi do desenvolvimento das personagens, principalmente da Anna. Todas as mudanças que ela foi sujeita obrigaram-na a crescer e isso foi-se refletindo nas suas atitudes e na sua visão das situações. Porém, não gostei nada do facto do St. Clair se insinuar a Anna estando numa relação. Tenho uma opinião muito vincada sobre as traições e o seu comportamento não foi nada bonito. Até compreendo que ele estivesse confuso e a sua namorada não fosse nenhuma santa, mas para mim não se justifica. Mais valia ter acabado a relação quando percebeu os seus sentimentos pela Anna e não ficar à espera até perceber que eram sentimentos recíprocos.


Se conseguirem ultrapassar esse tema um pouco controverso, acredito que será um livro agradável e que garantidamente vos deixará com um sorriso no rosto.


⭐⭐⭐

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