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As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky)

  • 7 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura


PT As Vantagens de Ser Invisível” é o primeiro livro do autor Stephen Chbosky, publicado a 1 de fevereiro de 1999 pela editora MTV Books, traduzido em várias línguas e publicado em vários países também. A sua adaptação cinematográfica aconteceu em 2012 com atores de referência como Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos papéis principais e Chbosky como diretor e realizador. As críticas à adaptação foram muito positivas, principalmente porque consideraram que estava bastante fiel ao original.


O livro é composto por um conjunto de cartas escritas por Charlie para um destinatário que o próprio desconhece com o intuito de ser ouvido e poder desabafar sobre o seu o dia-a-dia, já que o próprio se sentia bastante nervoso pelo começo do seu primeiro ano no secundário e também pela morte do seu único amigo, Michael. O suícidio tinha sido a causa da morte do seu amigo e Charlie encontrava-se submerso num mundo de confusão e incompreensão, pois não confia o suficiente nos seus pais e nos seus irmãos e a única parente em quem realmente confiava era a tia Helen, que tinha falecido num acidente de carro alguns anos antes.


A partir daí vemos Charlie a pôr o seu coração nas cartas que escreve e vamos entendendo que, psicologicamente falando, o Charlie tem algumas limitações e sentimentos reprimidos que vão moldando as suas atitudes e emoções. Charlie conhece dois alunos mais velhos, Sam e Patrick que o vão ajudar a atravessar aquela nova e confusa fase e, ao mesmo tempo, inseri-lo em situações que o obrigam a explorar mais profundamente as suas memórias. O Charlie apaixona-se perdidamente por Sam, o que o afeta ainda mais e lhe dificulta a forma como ele vê o amor. Para fugir a esse sentimento, envolve-se com outra rapariga do grupo, mas logo entende que não lhe é possível fingir por muito tempo, mesmo tendo o desejo de agradar os outros, numa luta constante com os seus sentimentos. Só mais tarde, no final do livro, entendemos todos os problemas do subconsciente que Charlie carregava e a visão distorcida que perpetuava da sua vida.


Recomendo vivamente este livro, admito que fiquei embasbacada com o final e nunca achei que tudo se resumia àquele ínfimo pormenor (mas bastante importante) do passado de Charlie. Fiquei muito triste mas finalmente compreendi todas as suas atitudes e revoltas. O seu comportamento passivo-agressivo tinha uma razão bastante lógica e que me deixou zangada.


A escrita do autor é bastante cativante, como deve ser, para tratar temas tão importantes, que obrigam o leitor a ser mais tolerante e olhar os outros com uns olhos limpos de preconceito.


⭐⭐⭐⭐⭐

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