O Principezinho (Antoine de Saint-Exupéry)
- 19 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
“The most beautiful things in the world cannot be seen, or touched, they are felt with the heart.”

PT Até à data, este é o livro eleito como um dos favoritos desde a minha infância. Já li a versão portuguesa inúmeras vezes e a versão inglesa uma só vez, da qual será feita esta análise. A verdade é que este desejo de reler o livro surgiu de um impulso de comprar uma coletânea de livros com capas tão lindas (como poderão ver na imagem), que não consegui resistir. São simplesmente lindíssimas.
Considero esta obra indispensável a qualquer criança ou adulto, não só pela história que nos conta, mas pelas mensagens importantes que nos fazem refletir sobre a nossa vida. É um livro maravilhoso, com muitas críticas subtis ao ser humano adulto, sendo a principal a falta de reconhecimento da inocência e da imaginação como algo belo e a valorização de coisas furtivas e materiais. Este livro tenta conectar-nos com a nossa criança interior, apelando à procura da inocência que se vai desvanecendo ao longo da vida adulta. Porque a vida em si, as pessoas e as experiências quase nos obriga a desprender das brincadeiras das crianças, tornando-nos seres impacientes, sérios e, por vezes, monotonamente tristes.
“I have spent lots of time with grown-ups. I have seen them at close range… which hasn’t much improved my opinion of them.”
“O Principezinho” é uma junção dos dois lados da moeda: a perspetiva adulta ligada a uma mente fechada e a perspetiva de uma criança ligada à imaginação. Começamos esta história com um piloto que nos conta as suas memórias de criança, a desvalorização que sentia quando mostrava os seus desenhos e depois temos este piloto em versão adulta a comportar-se exatamente como aqueles adultos que outrora o magoavam. Foi preciso entrar na sua vida uma criança muito especial, o principezinho, que se encontrava perdido e ansioso por voltar a reencontrar a sua rosa, algo que pareceu muito trivial para o piloto pois não entendia a importância que a rosa tinha para o menino. Esta criança vinha de outro planeta e para chegar ao planeta Terra teve que atravessar uns outros tantos planetas ocupados por um só adulto que enfatizava um aspeto supérfluo na vida, sendo assim abordados temas como a solidão, a amizade, o amor e a morte e todas as características envolventes da natureza humana.
Volto a frisar o quanto este livro é especial. E o final do livro pode ter várias leituras e interpretações, por isso vou deixar isso em aberto. Relembro só a importância que devemos dar aos sonhos, aos sorrisos e ao que realmente importa na vida. Como já dizia no livro:
“(…) só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
⭐⭐⭐⭐⭐



Comentários