Peripécias do Coração (Julia Quinn)
- 14 de jul. de 2021
- 2 min de leitura

PT “Peripécias do Coração” é o segundo livro da saga Bridgerton, originalmente publicado em dezembro de 2000, foi escrito por Julia Quinn, uma autora bastante reconhecida pelo género de romances de época onde este livro se insere. Tenho que confessar que este género me atrai imenso, em que o romance é cheio de picardias e respostas mordazes que nos faz absorver os sentimentos de raiva que as personagens transparecem, misturadas com a paixão que o seu consciente ainda desconhece.
Esta história centra-se no filho mais velho da família Bridgerton, o Visconde de nome Anthony que, finalmente aceitando que tem que procurar uma esposa para continuar o legado de seu pai, decide inserir-se na temporada e com isso torna-se o cavalheiro mais cobiçado. Com a ideia de casar por conveniência e não por amor, Anthony congemina um plano para conquistar Edwina, a meia-irmã de Kate Sheffield, uma mulher que na época se considerava uma “solteirona” e que queria a todo o custo casar a meia-irmã com um homem bom e de boas reputações. A própria Edwina, apesar de apreciar os avanços do Visconde, não aceitaria um homem que Kate não aprovasse e desse a sua benção. Obviamente que este contratempo é péssimo para Anthony porque vê-se na obrigação de conquistar as duas, algo que não será nada fácil, já que a sua reputação de libertino lhe precede. Kate é uma mulher de pulso firme e uma adversária à altura deste Visconde, que a pouco e pouco se vão apercebendo que têm muito mais em comum um com o outro do que aquilo que querem aceitar.
“You have to live each hour as if it's your last and each day as if you were immortal.”
A minha personagem favorita é a Kate. Apaixonei-me, revi-me na sua personalidade e adorei a forma como lidou com o Anthony, obrigando-o a perder o seu lado provocador e a mostrar o lado mais preocupado e carinhoso. A relação deles foi baseada nessa dança de provocações, o que fez com que o envolvimento amoroso entre os dois fosse muito intenso, algo que a escritora conseguiu transpor muito bem por palavras. Gostei bastante da forma que abordaram os medos irracionais das duas personagens que, no caso do Anthony, se mostrou infundado. Ainda assim, e como foi a causa da morte do Pai, entende-se o seu medo e a sua resignação por achar que o seu futuro seria igual.
Estou mesmo desejosa de ver como irão transpor este segundo livro para os ecrãs, como fizeram com o primeiro. A fasquia está elevadíssima, daí a minha curiosidade. Mas tenho a certeza que quem ler a história não se irá arrepender, pois Quinn sabe como nos prender num enredo, do início ao fim.
⭐⭐⭐⭐⭐



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