Por Treze Razões/Thirteen Reasons Why (Jay Asher)
- 7 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de abr. de 2021

PT Antes de qualquer coisa, o tema deste livro deixa-me bastante sensibilizada. As doenças de foro psicológico e mental não podem ser tratadas com leviandade e muito menos serem ignoradas. Decidi não comentar a primeira temporada da série, que é uma adaptação do livro, porque temos umas diferenças bem acentuadas e confesso que prefiro mais o livro.
Clay Jensen é um jovem que se vê na posse de umas cassetes gravadas por Hannah Baker. Clay não queria ouvir aquelas cassetes, depois do desfecho mórbido da morte de Hannah. No entanto, a própria avisa-o que o seu nome está gravado juntamente com o nome de outras pessoas responsáveis pela sua morte. Todos os acontecimentos ao longo das cassetes obrigam Clay a visitar pontos da cidade importantes para o desenrolar da história de Hannah e a conhecer intimamente pessoas que se relacionaram com ela, e que de certa forma, lhe causaram algum mal. Hannah tentou responsabilizar essas pessoas pela bola de neve negativa que se viu a viver e que tragicamente levou à sua morte.
O livro é bom e muito fácil de ler, e procura sensibilizar os leitores sobre temas fortes como o suicído, agressões sexuais, violência verbal e física, bullying e outros. Estes atos ainda são, infelizmente, muito comuns na nossa sociedade. Muitos porque não são denunciados ou até condenados, outros porque são encobertos, e a verdade é que até conseguem ser banalizados, o que me causa imenso desconforto. No caso deste livro, sinto que embelezaram um bocadinho a ideia de suicídio, e na minha opinião, devia de ser tratado com mais assertividade e menos leveza.
No geral, gostei do livro, interpretei a mensagem de forma positiva, quase como um alerta para as nossas ações. Porque se pensarmos bem, todas as ações implicam uma reação. E se essa ação envolve o outro, temos que pensar se a reação que vamos obter é boa ou má e o que pode desencadear daí.
Mas quero deixar aqui aquela derradeira questão à qual ainda não sei responder. Cometer suicídio pode ser considerado um ato egoísta? Sim? Não? Uma coisa eu acredito piamente. Quem o faz tem que estar num sofrimento atroz e tem que ter a mente tão desligada do mundo que só lhe resta mesmo desligar o corpo.
⭐⭐⭐⭐



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