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Segue o Coração (Lesley Pearse)

  • 28 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura


PT Este livro é uma montanha-russa de emoções. Lembro-me de percorrer todos os sentimentos e mais alguns, enquanto acompanhava toda a história que a autora nos decidiu contar. Foi o primeiro livro que li em que acompanhei a personagem principal desde a sua infância até ao fim dos seus dias. E, pessoalmente, considero bonito conhecer todas as parcelas de uma pessoa, todos os seus feitos e todos os acontecimentos da sua vida do início até ao fim dos seus dias.

O que mais me impressionou neste livro foram os detalhes. Conseguimos sentir como se estivéssemos no meio da ação das histórias, embebidos nas emoções das personagens, nos seus medos, nas suas tristezas e nas suas alegrias também. Matilda Jennings é o nome da personagem principal deste livro. Uma mulher inglesa de uma força incomparável, que desde muito nova tentou lutar pelos seus direitos e pelos direitos dos outros. Esta mulher fez de tudo um pouco como ajudar escravos, crianças órfãs e mulheres da vida a conseguir melhores horizontes para as suas vidas. A verdade é que este espírito lhe foi incutido desde pequena, pois começou a trabalhar muito cedo para ajudar a sustentar a família. Naquele tempo, o papel da mulher era o de cuidar da casa, da família e dos filhos. Mas Matilda ansiava pela sua independência e valorização. E nessa luta passou por várias fases negativas que lhe dificultaram muito a sua tarefa, mas nunca desistiu, mesmo com todas essas adversidades. E acreditem, Matilda perdeu muito. Mas o desejo de fazer a diferença na vida das pessoas era enorme e isso motivou sempre Matilda a continuar.

Uma das frases que me marcou mais no livro foi quando o pai lhe disse “Nunca olhes para trás”. E assim o fez. Continuou sempre em frente. Tentando ser um marco de diferença na vida de outros. No entanto, dei por mim a questionar algumas vezes as suas atitudes. Porque apesar de ter sido muitas vezes enganada e traída, sinto que nem sempre deu prioridade àqueles que lhe eram de sangue e família. Com isto quer dizer, que esses também mereciam a sua atenção de forma mais vincada, e não só os outros que ela foi “adotando” ao longo da sua vida. Ainda assim, não consigo questioná-la como a mulher de força que é. Nem todos teríamos a capacidade de levar a vida avante como ela o fez.

Recomendo muito este livro. É um calhamaço de oitocentas páginas, mas a mim não me amedrontou. No entanto, percebo que não seja assim para toda a gente. É um livro pesado, e não só no sentido figurativo. Tem que se ter estômago para ler algumas passagens desta história. Mas para mim fez todo o sentido. A vida não é um mar de rosas, e por vezes, precisamos de ser lembrados disso. E se pudermos fazer a diferença na vida dos outros, melhor!

⭐⭐⭐⭐

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