A Heal Full of Dreams (Coldplay)
- 19 de mai. de 2021
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PT “A Head Full of Dreams” é o sétimo álbum de estúdio da banda britânica de rock alternativo Coldplay. Foi lançado a 4 de dezembro de 2015, estando a sua produção a cargo de Rik Simpson e Stargate. Um detalhe interessante acerca de uma das faixas, “Kaleidoscope”, é a inclusão de um excerto do Presidente Barack Obama a cantar a música “Amazing Grace” no funeral de Clementa C. Pinckney.
Foi apresentado através da entusiástica “Adventure of a Lifetime", que se faz acompanhar por um videoclipe no meio da floresta e onde todos os membros da banda são chimpanzés. A faixa é fantástica e introduz esta nova era de forma fenomenal, trazendo de volta a alegria presente no álbum “Mylo Xyloto”. O segundo single do álbum foi “Hymn for the Weekend", que conta com vocais (não creditados) da cantora Beyoncé, que para muitos era uma escolha óbvia para single porque ninguém iria desperdiçar a oportunidade de divulgar uma colaboração com Beyoncé. A faixa segue no mesmo espírito do single anterior e continua a celebrar a vida e a boa disposição, havendo toda uma temática indiana no seu videoclipe. Seguiram-se ainda mais três singles para a sua divulgação, “Up&Up”, “A Head Full of Dreams” e “Everglow”, sendo este último a minha faixa preferida do álbum, que conta também com vocais não creditados, mas desta vez, da atriz Gwyneth Paltrow. Para mim, falhou apenas não haver a oportunidade de tornar a colaboração com Tove Lo, “Fun”, um dos singles já que transbordava imenso potencial. Fora isso, a escolha de singles para esta era foi exímia.
O álbum celebra a vida e a alegria, deixando para trás as sonoridades mais tenebrosas do antecessor “Ghost Stories”, que é um dos meus álbuns favoritos da banda. Este álbum revela-se um sinónimo de bem-estar, que enquanto o ouvimos nos eleva o espírito e até nos leva a dar um pézinho de dança. Simboliza ainda a inconsciente recuperação de Chris Martin, o som de um homem recém-solteiro a entrar na pista de dança para perder a cabeça e encontrar um novo amor, ficando para trás a relação com Gwyneth Paltrow.
Do ponto de vista de Chris Martin, a mudança de sonoridade era algo necessário para a banda, até porque o rock acabava por dar a sensação de um campo de batalha vazio, enquanto pop tornou-se uma nova fronteira, já que existe sempre algo para ser ultrapassado, algo para ser experimentado e ser revolucionado. Em qualquer caso, a banda encontra isso com um grande salto sonoro e a coleção de canções mais satisfatória que escreveram em anos: a inclusão não é um conceito novo para esta banda, mas a partir do êxtase da faixa homónima, que abre o álbum, até à gigantesca “Up&Up”, que o conclui, eles raramente soaram tão abertos e exultantes como neste projeto.
⭐⭐⭐⭐



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