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Glassheart (Leona Lewis)

  • 13 de out. de 2021
  • 3 min de leitura


PT “Glassheart” é o terceiro álbum de estúdio da cantora inglesa Leona Lewis, lançado a 12 de Outubro de 2012, celebrando ontem o nono aniversário, pela Syco Music e RCA Records. Originalmente agendado para um lançamento em 2011, já dois anos após o segundo álbum “Echo”, o projeto foi sendo adiado devido à confusão associada àquele que seria o primeiro single do projeto, “Collide”, que continha um sample não creditado do DJ sueco Avicii. Sabiamente, "Collide" foi simplesmente rotulada de "single promocional", passou a existir uma coautoria entre a artista e o DJ e Lewis continuou no processo de revisão do material que estava a ser reunido para o eventual álbum.

Surgiu então como primeiro single, a 21 de Agosto de 2012, "Trouble", uma colaboração com o artista americano Childish Gambino. Os críticos elogiaram a produção da canção, o rap de Gambino e os vocais poderosos de Lewis, ainda assim a faixa não atingiu o sucesso esperado por parte da artista e da sua editora. Perto do final de Outubro, já após o lançamento do álbum, Leona disse que a balada "Fireflies" seria a selecionada para o próximo single porque seria "realmente poderosa" nas vésperas do Natal, acabando por ser divulgado um lyric video da faixa no canal de Youtube oficial da artista, a 26 de Outubro. Mas, novamente, e nesta altura não se soube efetivamente a razão, o lançamento do single foi cancelado e outra faixa foi selecionada como segundo single. Assim, a 5 de Novembro de 2012, no evento de Natal na Oxford Street, em Londres, apresentou "Lovebird" como o seu novo single, ainda antes de tocar a música ao vivo pela primeira vez. O single foi lançado oficialmente a 16 de Novembro de 2012, servindo ainda como o primeiro single para grande parte da Europa. Porém, nem as faixas standard nem os dois singles escolhidos do álbum atraíram a atenção necessária para atingir o objetivo comercial esperado. Eventualmente, ainda que tenha recebido o certificado de prata no Reino Unido, as suas fracas vendas impediram o álbum de receber um lançamento americano, e certamente que foi um golpe avassalador devido ao tempo e ao cuidado dispensados no projeto.

Ao contrário de “Spirit” ou “Echo”, “Glassheart” é único no catálogo discográfico de Leona Lewis por duas razões. Em primeiro lugar, existe um contexto emocional, envergando por sonoridades mais sombrias e que lhe concedem um enorme carácter, ajustando-se a cada uma das faixas, proporcionando produções poderosas e credíveis. Em segundo lugar, a faixa título do projeto, “Glassheart”, que é a minha faixa preferida do projeto, é adequadamente concebida tendo em conta os seus fantásticos dotes vocais. Além disto, existe ainda um pop adulto e com vislumbre do soul característico da artista e um trabalho de adaptação a novos estilos como hip-hop e dubstep, géneros que a artista ainda não tinha experimentado até então.

Este é sem dúvida o meu álbum preferido da artista e é possível sentirmos toda a sua dedicação neste projeto e toda a sua vontade de que este funcionasse e desse certo. Julgo que foi isso que a artista tentou ao lançar inicialmente “Collide”, produzida pelo mesmo produtor (Sandy Vee) de “Firework” de Katy Perry, tentando acompanhar assim as tendências. Mas todos os problemas em torno da faixa comprometeram o projeto e fizeram com que ele não tivesse o sucesso merecido, continuando com a má escolha do single sucessor, que deveria ter sido outra faixa mais energética, como “Come Alive” ou “Glassheart”, ao invés de uma balada que não tinha como sobressair em comparação ao que estava a ser lançado na altura. É uma pena que não tivessem confiança para seguir com o conceito original do álbum, porque poderia ter sido um momento decisivo na sua carreira.


⭐⭐⭐⭐⭐

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