Ceremonials (Florence + The Machine)
- 6 de out. de 2021
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PT “Ceremonials” é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa de indie rock Florence + The Machine, lançado a 28 de outubro de 2011 pela Island Records. “Ceremonials” é elegante e polido e, mais do que qualquer outra coisa, dá-nos uma sensação de que estamos a ouvir algo requintado, usando floreios orquestrais e percussão tribal como detalhes em faixas que oscilam entre o pop e o soul. Como produtor, Paul Epworth chegou ao álbum cheio de confiança e capital devido ao enorme sucesso de "Rolling in the Deep" de Adele, e isso reflete-se na sua abordagem audaciosamente barulhenta para a composição e masterização do álbum.
Para divulgar o álbum foram selecionados 5 singles e um teaser, começando por "What the Water Gave Me", lançado a 23 de agosto de 2011 como uma espécie de amostra do que seria a nova sonoridade do álbum. A vocalista, Florence Welch, decidiu dar este título à faixa depois de ver a pintura de Frida Kahlo de 1938 com o mesmo nome, acrescentando que "É uma canção sobre a água, porque na música e na arte o que realmente me interessa são as coisas que são avassaladoras. O oceano parece-me ser o grande avassalador da natureza. Quando estava a escrever esta canção, pensava muito sobre todas aquelas pessoas que perderam a vida em tentativas vãs de salvar os seus entes queridos de afogamentos. É sobre a água em todas as formas e em todos os estados. É sobre muitas coisas; Virginia Woolf insinua-se nela e, claro, Frida Kahlo, cujo pinturas dolorosamente bonitas me deram o título." "Shake It Out", lançado a 30 de setembro de 2011 como o primeiro single oficial do álbum, torna-se um dos singles de maior sucesso comercial da banda até o momento, sendo uma espécie de música para cantar em alto e bom som num estádio, realçando versos de dor como “I am done with my graceless heart/So tonight I’m gonna cut it out and then restart”. De seguida surge "No Light, No Light", segundo single lançado a 16 de janeiro de 2012, que é uma das poucas faixas em que Welch deixa de lado o ambiente, dos sonhos, demónios, anjos, mitos, por algo um pouco mais pessoal, "Would you leave me, if I told you what I'd become," uma das partes da maravilhosa ponte da faixa, "'Cause it's so easy to sing it to a crowd/ But it's so hard, my love/ To say it to you out loud." "Never Let Me Go", terceiro single lançado em 30 de março de 2012, é provavelmente uma das melhores baladas do projeto, num estilo indie/pop, completada com piano e bateria, enquanto os vocais de apoio cantam repetidamente "never let me go" ao longo da música. Muitos críticos notaram semelhanças entre a composição da canção e as produções de outros artistas, incluindo canções produzidas por Enya, Evanescence e Ryan Tedder. O quarto single foi "Spectrum (Say My Name)", lançado a 5 de julho de 2012, numa versão remix por parte do DJ escocês Calvin Harris, tornando-se o primeiro single número um da banda no Reino Unido. Por fim, o quinto e último single do álbum, "Lover to Lover", foi lançado a 30 de novembro de 2012, onde Florence explode um vocal principal no estilo gospel soul sobre um arranjo musical fenomenal.
Florence parece comprometida em fazer músicas grandiosas e majestosas e prova disso é toda a concepção do álbum que nos remete para salas monumentais, com excelentes vocais. Para mim, a única falha foi colocar a minha faixa favorita, “Remain Nameless”, como bónus, sendo que poderia ser um estilo a explorar pela banda uma vez que parece mais que adequado. Fora isso, acho que toda a seleção de singles foi a mais adequada, podendo, no meu entender, ter havido a oportunidade de alterar o último single, acabando assim a era de uma forma grandiosa, ao invés de a deixar desvanecer, tendo em conta o quão bom o álbum é na sua totalidade.
⭐⭐⭐⭐



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