Almost Alice (Soundtrack)
- 16 de jun. de 2021
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PT “Almost Alice” não é, na verdade, a banda sonora do filme do mesmo nome, estando a banda sonora oficial a cargo de Danny Elfman. Digamos que este álbum é uma espécie de compilação de músicas modernas que se poderiam relacionar com a temática do filme. Lançada em 2 de Março de 2010, a banda sonora consegue diferenciar-se das habituais compilações, que servem apenas para ganhar um dinheiro extra, ao reunir uma série de artistas respeitáveis de uma variedade de géneros, desde o rock até ao pop.
A faixa que serviu de apresentação do projeto ficou a cargo de Avril Lavigne, com a enigmática “Alice”. A preparar o seu próximo álbum, “Goodbye Lullaby” (2011), houve ainda a oportunidade de escrever a faixa para a banda sonora, com um estilo mais rock do que o álbum anterior da artista, e que se encaixou perfeitamente com as restantes faixas do projeto. A faixa aborda a temática do filme, como se da própria personagem se tratasse, falando acerca da sensação de ir parar a um novo mundo e de como o podemos conquistar e sobreviver. Por sua vez, como segundo single, temos a faixa “Tea Party” da cantora Kerli, dando agora oportunidade a uma faixa mais dançável, com um estilo eletro/pop. Como seria de esperar, desta vez falamos acerca do habitual chá que é elaborado pelo Chapeleiro Louco, sendo que para mim a melhor parte da letra é sem dúvida este trocadilho genial:
“You know dessert comes last! / I'm a lady, futha muka.”
O álbum conta ainda com a participação de artistas como Owl City, 3OH!3, Pete Wentz (Fall Out Boy), Mark Hoppus (Blink-182), entre tantos outros, tentando sempre manter algum tipo de relação entre o título das faixas ou, inclusive, o seu conteúdo lírico. Destaco ainda a colaboração entre Kerli e os Tokio Hotel que, para mim, é das melhores faixas do projeto.
Podemos dizer que estamos perante um álbum diversificado, com vários géneros musicais mas que, na sua globalidade, dão vida a um álbum completo e coeso. A única questão que fica no ar foi para quem foi pensado o álbum, porque existem letras que são um pouco “pesadas” para o público mais infantil/juvenil (para quem se direciona o filme), mas, ao mesmo tempo, não estou a ver alguns adultos a ouvir este género de artistas, ficando aqui uma espécie de “brecha” para a qual não existe uma resposta. Mas, em suma, achei que foi um projeto bem conseguido e que serviu o seu propósito, dando ainda alguma exposição a determinados artistas para a divulgação de novos projetos e/ou novas sonoridades.
⭐⭐⭐⭐



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