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Closer to the Truth (Cher)

  • 14 de jul. de 2021
  • 3 min de leitura


PT Closer to the Truth” é o vigésimo quinto álbum da cantora Cher, lançado a 20 de Setembro de 2013 pela Warner Bros. Records. O álbum é uma espécie de “retorno” à música já que é o primeiro álbum de originais desde “Living Proof”, lançado a 6 de Novembro de 2001, existindo um enorme intervalo entre eles. Durante estes anos a cantora foi realizando algumas compilações ou músicas para bandas sonoras, como aconteceu com “Burlesque”, onde chegou a participar como atriz.

O primeiro single do álbum, “Woman’s World”, surgiu sem qualquer aviso na internet durante o dia de Ação de Graças de 2012, até hoje não se sabe bem a razão de tal ocorrência, até porque só foi lançado oficialmente a 18 de Junho de 2013. Com um registo eletrónico, a música é uma espécie de hino ao empoderamento feminino, exibindo a sua capacidade de adaptação à sonoridade do que se ouvia naquela altura, assim como o foi fazendo à medida que a sua carreira ia evoluindo. “Woman’s World” é um bom prenúncio de todo o conteúdo do CD: alto, impetuoso e cheio de vida. O segundo single foi um cover de uma música de Miley Cyrus (quem diria!), “I Hope You Find It”, original do filme “The Last Song”. Sendo uma das poucas baladas do álbum, e sendo um cover, não estava à espera que fosse selecionada como single mas, provavelmente, tudo se deveu aos excelentes vocais da cantora, assim como a emoção entregue durante a sua gravação, remetendo-nos até para os anos áureos da artista, exibindo o seu raro falsete, atingindo-nos diretamente no coração. E como terceiro e quarto single, sem qualquer tipo de divulgação, temos "Take It Like a Man" e "I Walk Alone", respectivamente. Na primeira faixa a cantora abusa dos vocais alterados através do auto-tune, algo que a própria trouxe para o mundo da música, com o sucesso “Believe”, sendo uma espécie de presente para todos os gays que foram mantendo a chama da cantora acesa. Já em “I Walk Alone”, escrita em colaboração com a cantora P!nk, temos uma sonoridade um pouco diferente, um pouco mais country, que acaba por não levar a lado nenhum a faixa, tendo mais potencial para faixa bónus.

A ordem das faixas do álbum nem nos deixa fazer uma pausa para respirar, na verdade, as primeiras sete canções são todas dançáveis e energéticas, capazes de nos tirar o fôlego, com elementos puros de euro dance. A mais forte delas, e uma das minhas músicas favoritas do álbum, “Red”, é um exemplo perfeito do estilo dance com o qual alguns artistas da atualidade poderiam realmente aprender algumas coisas. A música é dependente dos vocais da cantora e o instrumental une-se aos vocais de forma uniforme, o que é uma mudança refrescante após várias músicas no estilo EDM, onde Cher parece sufocada sob a imensidão de sintetizadores e efeitos eletrónicos.

Closer To The Truth” não é um álbum onde Cher se vai reinventar, é apenas uma continuação da sonoridade da sua vasta discografia, afinada apenas para a sonoridade da altura em que foi lançado. Ela apresentou várias faixas, entre o eletrónico e o country, mas sem necessidade de provar nada a ninguém, abusando do seu auto-tune característico ou apenas expondo os seus vocais crus, sem qualquer tipo de efeito. A única coisa que o álbum precisava era a colaboração cancelada com Lady Gaga, “The Greatest Thing”, que poderia ter elevado o álbum a outro nível, mas, além disso, o álbum acaba por ser coeso e coerente, tendo em conta a longa carreira da artista e a necessidade de se saber adaptar a novas sonoridades, plataformas e tantas outras coisas que não existiam no passado.


⭐⭐⭐⭐

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