top of page

Futuro Eu (David Fonseca)

  • 2 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura


PT Futuro Eu” é o primeiro álbum de David Fonseca cantado em português. Lançado a 17 de Outubro de 2015, surge como espécie de experiência do artista em lançar um projeto com base numa primeira música composta em português, "(...) fiquei atolado enquanto preparava um novo disco. De repente surgiu um tema no meu idioma que realmente gostava, 'Não Dês Só Para Tirar' (incluída no repertório final), portanto encorajei-me a continuar por aí".

Os singles são algumas das melhores faixas do álbum, recaindo as escolhas sobre "Futuro Eu", "Chama-me Que Eu Vou", "Hoje Eu Não Sou" e "Deixa Ser", podendo haver ainda espaço para muitos mais singles, porque o álbum possui verdadeiras pérolas da música portuguesa, mas, hoje em dia, não é possível ter tantos singles assim, uma vez que um álbum se “gasta” rapidamente. "Futuro Eu" evoca uma união entre três David's, isto é, uma espécie de junção da sonoridade de David Byrne, David Bowie e o próprio Fonseca, apresentando assim aquela que poderá ser a faixa mais eclética do projeto. "Chama-me Que Eu Vou" foi um sucesso radiofónico e posso garantir que quase todos os dias ouvia esta faixa nas rádios nacionais, ressalvando que é sem dúvida a faixa mais cativante do álbum, com um refrão que fica preso na nossa cabeça. "Hoje Eu Não Sou" faz proveito da bateria e do baixo, num crescendo até ao refrão, onde se insere os teclados eletrónicos à faixa, remetendo para uma espécie de sonoridade mais comum aos anos 90, com uma voz mais agressiva por parte do cantor. Por fim, "Deixa Ser", uma colaboração com Márcia, é a faixa perfeita para um final de tarde solarengo de primavera ou verão, a voz doce de Márcia combina de forma harmoniosa com a voz de Fonseca, com um piano que nos faz embalar entre as suas vozes, fazendo-nos querer fazer parte desta história, deste “deixar ser” que é a vida.

David Fonseca presenteia-nos com um projeto ímpar, aliando a sua vertente dramática com a sua excentricidade, um álbum intimista (gravado durante uma longa reclusão em Peniche) mas cheio de energia, sempre envolto de uma plasticidade, flexibilidade e carisma únicos. Destaco ainda a sonoridade de “Eu Já Estive Aqui”, que se assemelha à sonoridade dos Keane no álbum “Hopes and Fears”, “Funeral” com uma vertente mais eletrónica, fazendo proveito dos sintetizadores para enaltecer a música e, por fim, “Deixa A Tua Voz Depois Do Tom” que vai do pop ao rock em segundos, sabendo como os fundir de uma forma sublime.

Sem dúvida que o David Fonseca é um artista bastante multifacetado, já tendo dado voz a outros projetos como os Silence 4 e os Humanos, e com este projeto mostra que tem um lugar no panorama nacional, sendo ele bastante carismático e distinguindo-se dos seus compatriotas. Para vários críticos nacionais este foi o melhor álbum nacional de 2015: “Canções que não custa imaginar que poderão ser sucesso no álbum mais corajoso de David Fonseca” (Público); “Uma sucessão impressionante de potenciais singles e êxitos radiofónicos. Uma vitória” (Blitz); “Talvez o seu melhor disco a solo” (Time Out), e acho que posso concordar nesse aspecto, não há pontos negativos a indicar a este projeto.


⭐⭐⭐⭐

Comentários


Tens alguma sugestão para partilhar? Fala connosco!

Obrigado pela tua sugestão!

© 2020 by Craving for Thoughts

bottom of page