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Kiss Me Once (Kylie Minogue)

  • 12 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura


PT Kiss Me Once” é o 12º álbum na magnífica carreira da australiana Kylie Minogue. Sucessor do meu álbum favorito da artista, “Aphrodite” (2010), o projeto foi lançado a 14 de Março de 2014, aquando da inserção da artista numa nova equipa discográfica, a Roc Nation, cujo responsável é o artista Jay-Z. A ideia do álbum seria introduzir novas sonoridades ao catálogo da cantora, como o R&B, mas não me parece que tenha sido algo bem conseguido, por isso vamos por partes.

O projeto foi divulgado através do single “Into the Blue”, lançado a 27 de Janeiro, ainda com bastante distância do lançamento do álbum. O single acabaria por fazer uma ligação entre álbuns, sendo que o antecessor foi um sucesso e deu origem a um “clássico”, “All The Lovers”, por isso as expectativas estavam elevadas! Na minha opinião, a transição foi muito bem feita e a faixa traz uma batida interessante, acompanhada por uma excelente produção, sendo que a voz da cantora soa incrivelmente bem no refrão, estando em total destaque, não sendo ofuscada pelo seu instrumental. O meu coração até acelera de cada vez que a ouço a cantar o refrão “into the blue”, ficando a sua voz surpreendentemente mais alta à medida que estende a palavra “blue” de forma magnífica. Por sua vez, o segundo single selecionado foi “I Was Gonna Cancel”, que conta com o cantor Pharrell Williams na produção e composição. Acredito que seja das piores faixas do álbum e acho que foi uma das razões de ter perdido qualquer tipo de hipótese do álbum ser muito mais bem recebido, não existindo na altura qualquer oportunidade de ver esta faixa brilhar, ainda para mais existindo faixas fantásticas no álbum e que poderiam ter muito mais potencial.

Outro dos fatores que pode não ter ajudado a cantora com o projeto está relacionado com a existência de apenas duas faixas da sua autoria, “Fine” e “Mr. President”, estando esta última relacionada com o romance entre Marilyn Monroe e o Presidente Kennedy. Mas o álbum possui ainda alguns compositores de qualidade e sucesso como é o caso de Sia, Greg Kurstin e Ariel Rechtshaid, no entanto nem sempre as fórmulas são exatas e resultam com qualquer artista.

As minhas faixas favoritas, além do fantástico primeiro single, são “Les Sex”, “Sexercize” e “Kiss Me Once”, sendo as duas últimas composições da artista Sia, que poderia ser a “salvadora” do projeto, já que muitos críticos elogiaram o trabalho entre as artistas, existindo inclusive um videoclipe para a faixa “Sexercize”.

Apesar de ser um álbum composto por outros artista para a cantora, falta-lhe o seu carisma e toque pessoal, afinal de contas é um projeto seu, ainda por cima numa nova entidade discográfica, então é natural pensar-se que ela gostaria de dar algum tipo de contribuição, quer fosse em termos de letra como até de melodias, mas parece que tal não aconteceu. O álbum até pode soar bem na sua totalidade, porque de facto é isso que acontece quando o ouvimos do princípio ao fim mas, numa sociedade em que as músicas são ouvidas maioritariamente de forma individual, há faixas que simplesmente não resultam, havendo inclusive faixas descartadas como “Waiting 4 The Sun” e “Voodoo” que mereciam ocupar o espaço de outras músicas e, dessa forma, poderíamos ter evitado o fracasso de uma era e ver o rejuvenescer de uma artista.


⭐⭐⭐

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