Make a Scene (Sophie Ellis-Bextor)
- 28 de jul. de 2021
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PT “Make a Scene” é o quarto álbum de estúdio da cantora e compositora inglesa Sophie Ellis-Bextor, lançado na Rússia a 18 de Abril de 2011 pela Universal Music Group e no Reino Unido a 13 de Junho de 2011 pela própria gravadora da artista, EBGB's. O álbum começou a ser pensado aquando do lançamento da faixa “Heartbreak (Make Me a Dancer)”, em meados de 2009, mas após alguns singles e desentendimentos com a editora anterior, Fascination, houve a necessidade de reformular algumas ideias e levar o álbum para uma editora pessoal, de forma a que este não fosse mais um daqueles projetos cancelados e arrumados numa gaveta. Por isso, devemos agradecer à cantora a sua resiliência por colocar este álbum nos ouvidos do mundo.
Como foi referido previamente, “Heartbreak (Make Me a Dancer)” foi o “carro chefe”, lançado a 14 de Junho de 2009, produzido pela dupla de DJ’s Freemasons, com um estilo house/dance e um refrão contagiante, um êxito pronto a ser usufruído numa pista de dança mais próxima. O segundo single, “Can't Fight This Feeling”, uma colaboração com o DJ francês Junior Caldera, continua neste estilo dance, contando uma espécie de história de amor, que é vivida em plena pista de dança, mostrando que o amor pode estar, efetivamente, em qualquer parte. Seguidamente vem aquele que, para muitos, é considerado o verdadeiro primeiro single do projeto, mas que é na verdade o terceiro single, que é a faixa “Bittersweet”, a minha faixa favorita do projeto. A primeira vez que ouvi esta faixa foi através da sua versão demo, que veio parar à internet ainda antes do lançamento oficial, e o que aconteceu? A versão final acabou por ter de ser alterada e, por sua vez, a versão demo foi aprimorada e tornou-se um dos remixes oficiais da faixa, estando este remix à responsabilidade dos produtores Freemasons. O quarto single, "Not Giving Up on Love", uma colaboração com Armin van Buuren, é outra faixa dance, mas com espírito leve e que nos remete para uma daquelas noites quentes de verão, num espaço ao ar livre e com uma bebida fresca na mão. Por fim, surge o último single oficial, “Starlight”, o seu primeiro single lançado como artista independente com o seu selo EBGB's, bem perto do lançamento internacional do álbum, a 5 de Junho, que apesar de não ser tão dançável como os outros singles, possui uma batida cativante que, apesar de suave, é contagiante.
“Make a Scene”, que era para não existir e ser apenas uma colectânea de singles e algumas faixas extra, revela-se uma obra coesa na sua totalidade, existindo imensa atenção aos detalhes para que cada uma das faixas se pudessem complementar umas às outras. E devemos também realçar o facto de a artista ter uma voz característica e que se molda de forma incrível a este estilo dance/pop. No entanto, a sua personalidade e poder focal também se fazem transparecer através das últimas faixas do disco, nomeadamente em “Synchronized”, outras das minhas faixas favoritas, onde a mistura de sintetizadores e uma melodia repleta de detalhes dão origem a uma música angelical, devendo ser exaltada a forma como o refrão termina, numa espécie de suspensão, tornando-a ainda mais exuberante.
Para uma grande parte dos críticos, este não foi o melhor sucessor a “Trip the Light Fantastic” (2007), criticando o facto da cantora se ter reaproveitado das faixas que foram sendo lançadas ao longo dos anos para compor um projeto feito da noite para o dia. É certo que algumas das letras, e até instrumentais, poderiam ter sido aprimoradas e adaptadas ao estilo da maior parte das faixas já aproveitadas para o projeto, mas poderá ter sido uma escolha da cantora, tendo em conta que este é o seu primeiro projeto independente, e acaba por ficar à sua responsabilidade o que entra ou não em cada álbum. A meu ver, este álbum não tem qualquer tipo de falha, sendo inclusive o meu favorito da artista, e acho que tendo em conta todas as circunstâncias e batalhas para o lançar, penso que foi muito bem concebido na sua globalidade. “Make a Scene” até pode ser uma cena de duas metades, mas não há falta de elegância, classe e sensibilidade pop por toda parte.
⭐⭐⭐⭐⭐



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