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Queen of the Clouds (Tove Lo)

  • 22 de jul de 2021
  • 3 min de leitura


PT Queen of the Clouds” é o primeiro álbum de estúdio da cantora sueca Tove Lo, lançado a 24 de Setembro de 2014 pela Island Records. O álbum recebeu críticas maioritariamente positivas dos críticos de música, elogiando a sua produção e conteúdo lírico. Por sua vez, a 25 de Setembro de 2015, um ano após o lançamento do projeto, é lançada uma edição Blueprint do álbum, incluindo algumas faixas extra. Em termos líricos, os temas do álbum concentram-se nas fases de um relacionamento, incluindo paixão, amor e separações.

O álbum foi promovido através de vários singles, sendo o de maior sucesso o primeiro single, “Habits (Stay High)”. Porém, foi o remix do duo Hippie Sabotage que impulsionou Tove Lo internacionalmente. Enquanto a devoção decadente da faixa acelerada por uma noite "onde a diversão não tem fim" se alinha com a quantidade abundante de canções dedicadas a viver o momento, é a versão original que mais se adapta à sua temática lírica. A música gira em torno do vício da automedicação de Tove Lo e do trágico término de uma relação romântica. Tal como refere "Can't go home alone again/Need someone to numb the pain”. Já o segundo e terceiro singles, “Talking Body” e “Timebomb”, respectivamente, estão relacionados mais com a vertente sexual, estando presentes na parte “The Sex” do alinhamento das faixas. “Talking Body” é uma música sensual, e rapidamente se torna um destaque do álbum graças aos seus sintetizadores suaves e refrão irresistível. Tove Lo não se conteve, projetando a sua luxúria enquanto diz “Now if we’re talking body, You’ve got a perfect one so put it on me”. A magia dessa atração inicial continua até “Timebomb”, uma estranha faixa que equilibra um piano junto de um estilo mais dançável, adicionando ainda alguns sintetizadores psicadélicos. A verdadeira pérola da música é o seu refrão e o seu hook explosivo, fazendo jus ao título, completo com pratos e um baixo poderosos. Tove Lo descreve essas primeiras sensações de amor com tanta precisão, que faz com queiramos reviver as suas próprias experiências pessoais. Por fim, o último single foi “Moments”, presente na parte “The Love” do álbum, onde recorda a sua infância confortável e feliz, como se isso a tivesse feito trabalhar duas vezes mais para se tornar uma artista interessante, embora funcione melhor na autodepreciação irónica: “I might get a little drunk… but on good days I am charming as f-ck”.

Queen of the Clouds” ajuda-nos a repensar acerca da linha ténue que separa o amor, a paixão, a dor e o sexo, estando cada um destes sentimentos sempre a “um milímetro” de distância uns dos outros, podendo alguns deles coabitar entre si, daí que foi inteligente por parte da cantora em separar determinadas faixas por temáticas. Tal tarefa não deve ter sido fácil porque, como disse, tais sentimentos podem ser mal compreendidos ou até existir simultaneamente, mas desta forma é possível compreender o ponto de vista da artista e a sua experiência perante tais temáticas e/ou sensações.

Dito isto, em “Queen of the Clouds” Tove Lo é uma narradora honesta, às vezes desequilibrada, arrastando-nos através da euforia e da miséria do amor. Ela demonstra que finais bem definidos, suportados por desespero ou êxtase total, não refletem a realidade. Não é um eufemismo afirmar que Tove Lo é uma força a ser considerada, tendo criado um projeto sólido com o qual pode ascender e por onde pode brilhar imenso, muito além da sua tremenda capacidade como compositora. Com coragem, atitude e emoção de partir o coração, ela pode ter feito sozinha uma das estreias mais fortes do ano de 2014.


⭐⭐⭐⭐

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