Rare (Selena Gomez)
- 7 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de abr. de 2021

PT Sabem aqueles álbuns pelos quais ficamos ansiosos que sejam lançados? Foi o que aconteceu comigo e com este álbum da Selena Gomez. É um facto que a cantora foi lançando alguns singles soltos mas ainda não estava satisfeita com as canções ao ponto de lançar um álbum.
São então realizados os dois primeiros singles do álbum, uma espécie de lado A e lado B, “Lose You To Love Me” e “Look At Her Now”. A ideia era mostrar que o álbum iria ter um pouco de tudo, uma faceta mais pessoal, mais crua, e outra mais relaxada e divertida. Confesso que a faixa “Lose You To Love Me” me arrebatou, de tão sincera e bruta que era, estando a sua letra relacionada com a relação passada da cantora com o cantor Justin Bieber. Por outro lado, “Look At Her Now” acaba por ser a “resposta” à outra música, demonstrando que ela venceu a batalha e que agora está livre e pronta para avançar com a sua vida.
Após o lançamento dos singles, a artista foi fazendo breves aparições em premiações e programas americanos, mas não avançou muito mais que isso, o que fez com o álbum fosse lançado a 10 de Janeiro de 2020, sem grande impacto. No dia do seu lançamento é lançada como single a faixa homónima, acompanhada pelo seu vídeo, e digamos que a divulgação do disco terminou por aí. Provavelmente o início da pandemia não ajudou muito mas a própria artista não fez mais nenhuma referência ao álbum até decidir lançar uma nova versão deluxe, a 9 de Abril, contendo mais 3 faixas extra, incluindo o último single “Boyfriend”, que já tinha uma sonoridade um pouco distinta à do resto projeto, e que acabou por se desvanecer assim como todo o restante projeto.
Confesso que gostei do álbum e algumas das minhas canções favoritas da cantora estão nele, como é o caso da faixa “Back to You” (que estava presente na série 13 Reasons Why), “Lose You To Love Me”, “Vulnerable”, “Dance Again” e “Souvenir”. Porém, acho que acabou por perder alguma personalidade e não conseguiu chegar ao patamar do álbum anterior da artista, “Revival”, que era mais coeso e consistente. Algumas músicas do álbum dão a sensação que foram adicionadas em cima da hora apenas para ter um determinado número de faixas e isso acaba por quebrar a experiência ao ouvir o álbum na totalidade e, por outro lado, se juntarmos as faixas bónus todas, o álbum fica com um total de 22 faixas, o que acaba por dispersar o ouvinte.
⭐⭐⭐⭐



Comentários