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Ten Love Songs (Susanne Sundfør)

  • 14 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura


PT Não sei explicar mas, sempre que ouço este álbum, sinto que estou a ouvir uma peça de arte, que me encontro numa sala de espetáculos clássica, cheia de talhas douradas e candeeiros gigantes. É assim que sinto “Ten Love Songs”, o quarto álbum da cantora norueguesa Susanne Sundfør, lançado a 16 de Fevereiro de 2015.

A artista tentou que este álbum fosse diferente dos seus antecessores, quer em termos de produção como em estilo, exibindo uma vertente mais pop com estruturas musicais e líricas “repetitivas” e “cativantes”, de forma a, provavelmente, captar instantaneamente a atenção do ouvinte. Foi ainda a primeira vez em que a cantora se envolveu em múltiplos aspetos da produção, incluindo a escrita, gravação, mixagem, orquestração e edição de áudio. Consequentemente, esta enorme quantidade de trabalho e dedicação, bem como a temática pessoal abordada nos temas, fez com que a cantora se sentisse muito doente: “Tanto física como psicologicamente. Eu estava constantemente engripada. Depressão, ansiedade. Foi necessário imenso tempo para recuperar. (...) E ainda estou a lutar contra isso.”, sentindo-se ainda quase como “nua” quando a produção do álbum estava a terminar, em 2014.

“Ten Love Songs” foi promovido através de quatro singles, recaindo as escolhas sobre as músicas "Fade Away", "Delirious", "Kamikaze" e "Accelerate". Todas elas foram escolhas acertadas, uma vez que são as faixas mais promissoras do álbum, no entanto, queria destacar a grandiosa e poderosa Memorial, uma faixa arrebatadora, com a duração de dez minutos, e com uma produção e composição brilhantes, digna de uma sala de óperas, onde a cantora poderia estar rodeada por uma enorme orquestra, vestida num fascinante vestido volumoso. Mas no seu todo, o álbum possui um arco que vai da introdução (“Darlings”, “Accelerate”) ao pico épico orquestrado (“Memorial”), passando pela afirmação de que "nothing’s ever easy" em “Trust Me”. A música final, “Insects”, aparece um pouco “deslocada”, acabando por não harmonizar com a restante peça de arte, acabando mais por “destruir” do que concluir. Mas na sua essência, o álbum revela-se uma ode de gratificação ao ouvinte, proporcionando-lhe composições pop vangloriosas e com belos arranjos, mas “temperadas” com alguns elementos perturbadores.

Bastante aclamado pelos críticos musicais, o álbum foi considerado um dos melhores do ano 2015, havendo ainda quem o considerasse como um dos melhores de todos os tempos. O álbum fez parte de várias listas de final de ano, liderando a lista anual “Kritikertoppen” do jornal Dagsavisen, aparecendo também nas listas do The Guardian e Rolling Stone, ocupando a 72ª posição na pesquisa Pazz & Jop 2015 do The Village Voice. “Ten Love Songs” arrebatou ainda três Grammy noruegueses nas categorias de Melhor Álbum, Melhor Produtor e Melhor Artista Pop.


⭐⭐⭐⭐⭐

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